bikenauta

Setembro 13 2014

Neste sábado, 13/09/2014, usamos as bikes para ir a um encontro de amigos, mas fomos com elas numa longa volta cheia de surpresas.

Porém, logo no começo me ocorreu algo que desejo compartilhar. Quando se faz um pedal de mais de 50 km, ao comentar com pessoas do lugar de onde viemos elas ficam admiradas: de tão longe!? Outros chegam a admitir que não conseguem andar de bicicleta por uma distância de 2 km. O que tem um ciclista de especial que os outros não têm?  

- Ora Zé, vocês têm condicionamento físico.

Não é só o preparo que adquirimos nos constantes exercícios que nos leva por longas distâncias. Quando, com os músculos em dia, vou com a roupa comum do dia a dia ao supermercado sinto cansaço por qualquer subidinha. Daí, que formulei a teoria do Centauro. No Livro de Ouro da Mitologia, diz p. 151: “Eram seres de partes sobrenaturais, em via de regra encarados pelos humanos com horror, como possuindo imensa força que empregavam para perseguir e prejudicar os homens. Combinavam com a parte humana membros de cavalo. Era-lhes atribuídas terríveis qualidades de animais ferozes e selvagens, juntamente com a sagacidade e outras qualidades humanas”.

Comentando com meu amigo João Ademar ele testemunhou que pedalar uniformizado torna-o bem melhor sobre a bike. Além disso, vendo os motoristas no trânsito percebe-se mais provas de que a mistura da parte humana com a máquina muda a personalidade dele, tornando-o “feroz e selvagem”. Já a mistura da parte humana com a parte mecânica da bike parece tornar o ciclista bicapaz: alguns agindo com egoísmo e alheio aos outros, outros se tornando mais conscientes da natureza, dos amigos e das pessoas.

Mas deixe-me contar o passeio. Seguimos pro bairro São Luís.

- Mas vocês não iam para Amparo, Zé? É direção contrária.  

Afinal era uma volta. Entramos para o São Sebastião e subindo um morrão saímos na trilha da Jaqueira, caminho para a estrada S. José do Turvo-Dorândia.

Com tempo sobrando chegamos na fazenda Boa Vista, do amigo Silvano.

Casarão dos 1.850, com a armação do telhado feito com pés de palmito, o chão coberto com largas tábuas de sucupira e grossos esteios que a mantêm afastada da terra úmida; e as paredes são de pau-a-pique embarreado. Depois de comer umas goiabinhas com sementes que se mexiam, tocamos para a serra.

Mas antes, entramos à esquerda e levei meus amigos por um caminho por onde nunca havia passado, a trilha do sapo.

Um trajeto muito bom por um trilho que sobe uma encosta beirando uma mata onde jacús piavam.

Dobrando o morro encontramos um caminho com bela descida

e saímos se não em Amparo bem perto de lá. E com uma disposição tremenda, talvez por causa de nossa parte centauro, tocamos pra festa dos amigos Dunga e MP.   

publicado por joseadal às 23:49

Excelente pedal ainda mais na dissertação de JOSÉ Adal , parabéns
.
Anónimo a 14 de Setembro de 2014 às 01:57

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