bikenauta

Outubro 20 2014

Há muito tempo, nadava na lagoa de Araruama tentando chegar a uma draga que puxava marisco do fundo. Era tarde, nublada, e a lagoa estava um espelho. Então um sudoeste começou a soprar com violência formando ondas e chuviscos que atrapalhavam avançar e respirar. Estava tão perto! Mas era melhor voltar. Voltar pra onde? As casuarinas eram gravetinhos na praia, tão longe estavam. Fiz força nos braços e começou a me dar uma moleza. Pensei: vou me acabar aqui e vão custar a me achar. Estava sozinho na casa de praia. Então, comecei a rezar e cantar um hino religioso. As forças voltaram e eu também.

Aprendi como a oração é valiosa. Não uma oração pequena, mas uma longa, falando com Deus.

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Ontem, pedalava pelos contrafortes da serra da Mantiqueira. Caminho lindo, com muitas subidas, longas subidas. Claro, também havia as descidas. O sol castigava e a gente se protege com muito protetor.

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Na primeira, a bicicleta correndo muito saiu do trilho e foi pra vala, derrapou nas pedrinhas e fui ao chão. Bati com o cotovelo esquerdo. Feriu bem, o sangue grosso escorria no meio da sujeira da estrada. Foi levantar e tocar pra frente. Disse ao amigo Ademar que chegando ao lugarejo de Bananal de Minas lavava o ferimento com bastante água e sabão.

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Feito isso seguimos para a serra da Mira. Meu plano era fazer curativo no posto de Saúde de Passa 20.

É um efeito incrível, chegar-se a um alto e descortinar um vale imenso e as serras o rodeando. De feio só meu cutovelo bem estrupiado.

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Quando chegamos ao desvio e o começo de outro morrão, me deu uma moleza incrível.

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O colega teve paciência de me esperar, eu empurrando a bike.

Visual lindo e o melhor foi ver o casario da cidadezinha mineira.

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Fui para o posto, atendimento nota 10, mas o médico decretou: o corte é profundo, não posso deixa-lo ir sem suturar. A causa da minha fraqueza era a pressão de 80 x 55. Com um belo curativo no braço fomos almoçar.

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Com mais força, voltamos. O plano era dar a volta até o Pacau e descer par Santa Rita de Jacutinga pela cachoeira do Sobrado. Mas eram 45 km. Decidimos retornar pelo mesmo caminho, só 22 km. Pensei que tendo almoçado subiria as serras numa boa, ledo engano. A fraqueza voltou e me lembrei da oração. Com Ademar sempre na dianteira comecei a rezar o terço.

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Como foi bom!

- Zé, Jesus disse: estão errados quem pensa que com o muito rezar serão ouvidos.

Fiz como Jesus fazia, rezei muito, por muito tempo enquanto lutava com uma lassidão tremenda. Não rezei muito pedindo alguma coisa, rezei muito porque aprendi há muito tempo que isto nos dá forças. E mesmo com um calor de torrar, chegamos em Sta. Rita de Jacutinga.

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publicado por joseadal às 20:12

Esse pedal é muito bonito José Adal! E você com sabedoria e fé vencendo os obstáculos.
Anónimo a 20 de Outubro de 2015 às 14:38

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