bikenauta

Janeiro 20 2014

Como aconteceu ontem, 19/01/2014, quando viajei para o Rio de Janeiro indo pedalar em Niterói.

No ônibus lia o livro Sr. Mani, do escritor israelense, A B Yehoshua. A jovem Agar, criada num kibutz, cercada por uma maneira de viver e guiada por crenças fortes na missão divina do povo de Israel e, de longe, venerando Jerusalém como um lugar sagrado, viaja a cidade a negócio e andando por suas ruas modernas vê uma Jerusalém muito diferente da que idealizava.  Não tinha como saber, mas esta leitura estava me prevenindo da mesma forma que o apóstolo Pedro foi avisado por uma visão na manhã que iniciaria uma tremenda mudança na nova religião de Cristo: “Pedro, não ache errado o que Deus permite que exista”. E assim, como o santo arraigado nas leis e na vida israelense tem que visitar e ensinar a nova doutrina a um romano, eu tive de conhecer e acompanhar uma outra tribo de ciclistas.

Depois de descer na rodoviária Novo Rio segui pedalando até a praça XV onde peguei a barca. Quando entrava vi uma galera chegando empurrando suas bikes, eram da tribo dos downhill, os que descem trilhas cheias de obstáculos. Não fiquei afastado, lembrando do que li no livro ao invés de ficar estranhando aqueles ciclistas diferentes logo me enturmei, eram todos jovens, e perguntei onde iam descer, falaram: vamos para o Parque da Cidade, aí falei: Tô dentro.

E atravessamos Niterói até a praia de São Francisco. Andavam muito, mas paravam uma barbaridade. Demoravam a subir, então falei: Vou indo na frente. E subi, subi muito.

Rodar pelo parque, que é mata fechada, sozinho, é um perigo com tantos marginais nos morros de Niterói. Mas logo estava passando por grupos de ciclistas, cada qual tomando uma trilha lá no alto. Fui até onde pulam de asa-delta... que beleza de vista!

É uma ponta da serra, então de uma lado se vê a entrada da baia de Guanabara, do outro a lagoa de Itaipu e o mar aberto.

A rapaziada chega para descer uma trilha sinistra. Deixam as bikes de poucas marchas - quem precisa pedalar com a força de gravidade empurrando atrás com toda força! – e vão verificar a primeira rampa. Como não gosto de esperar, abaixei o selim para ficar mais perto do chão em caso de queda (quase certa) e desci. Parei numa curva e esperei a turma descer e filmei. Não os vi mais.

Peguei outra trilha que depois de fazer muitas voltas saiu de novo na estrada e desci para a praia por outro caminho. Lá embaixo corri pra galera, quer dizer, para as ondas pequenas do saco de São Francisco.

 

publicado por joseadal às 11:30

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