bikenauta

Junho 05 2011

É isso aí, não tenho porquê esconder. Pela terceira vez enfrentamos o desafio de achar a encantada cachoeira do Juscelino e perdemos. Três a zero, é quase uma goleada. E nem vou tentar me desculpar como fazem alguns técnicos de futebol: a equipe deu o melhor de si, mas faltou oportunidade. Nada disso, tivemos todas oportunidades nos 90 minutos. Aliás, desde que entramos na trilha saindo do caminho para Santa Izabel do Rio Preto logo depois de passar São Bento até sairmos na estrada Amparo-Ribeirão decorreram duas horas e meia, 150 minutos. Tivemos todas as chances. Nem se pode falar da alimentação. Foi da melhor qualidade.

Quem não provou um almoço na casa de Dona Kátia e “seu” Quinzinho não sabe o que é comida caseira da roça. Nossa equipe é bem tratada, mas não fizemos o gol, quer dizer, não achamos a cachoeira por... nem sei porquê.

Informações sobre o time adversário, a cachoeira, dessa vez foram bem abalizadas. “Seu” Miguel Antonio com seu burrinho leiteiro e seus cachorros foi categórico: é só seguir em frente. E nos continumos com determinação: este jogo é nosso! Vai acreditando!

E o visual do campo, digo, a paisagem do local! Maravilhosa! O terreno naquele trecho é enfeitado de altos morros, belos vales, pedaços de mata (até com onça) e a estradinha subindo e descendo. A equipe estava empolgada. Repara só na confiança do amigo Araujo, primeira vez que entrou em campo, digo, pedalou com nosso grupo. Um corajoso ou um temerário.

Podem dizer que não fomos “pra cima do adversário”, que perdemos tempo. Mas convenhamos, pedalar não é só correria e quando chegamos à casa de seu Sebastião com seus grossos muros feito de Lages de pedra não conseguimos passar direto. Conversa vai, café vem, dar um “passada” no cavalo Anjinho, bom marchador como ele só, não podia atrapalhar nosso objetivo. Era como se a gente estivesse no intervalo regulamentar. Não digo que não, mas as histórias da onça comendo bezerros quase na porta da casa, pode ter mexido com a concentração do amigo Zé Araujo. Edinho não tem medo de nada, assim ele diz.

E bola em jogo tocamos pra cachoeira que “fica logo ali na frente, depois da decidona, entrando no bambuzal”; palavras do amigo Tião. Era o caminho do gol, você sabe, da cachoeira. E eu vi e ouvi, minha gente! Chegamos num alto, parei para tirar uma foto de um vale lindo, lembrei do Google Earth que indicava uma entrada a direita como aquela lá embaixo, o barulho da queda d’água chegando bem claro no ouvido da gente, estávamos na marca do pênalti. Mas quando cheguei lá em baixo fui voto vencido. Os dois colegas acharam que era melhor procurar mais pra frente. E mais pra frente acabou o jogo, digo, a bela trilha terminou. Nesta foto ela está escondida bem aqui no canto direito em abaixo.

Assim não pode, assim não dá, a cachoeira do Juscelino vence outra partida. Mas não desanimamos, ainda ganhamos dela, quer dizer, ainda vamos tomar um banho no remanso jóia que todo mundo diz que tem bem aos pés dela. Ainda ganho uma. Mas, enquanto isto, vamos comer um arroz doce que ninguém é de ferro.

publicado por joseadal às 22:14

Lembra daquela história do anjo? Pois é. Ele, ou eles, porque vocês eram mais de um, não permitiram que fossem até a cachoeira. Certamente algo não bom poderia acontecer com vocês. Vocês não fizeram o gol, mas o anjo de vocês fez. Com certeza! Quando estiver tudo ok, vocês conseguirão chegar até lá.
vanice a 6 de Junho de 2011 às 14:09

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