bikenauta

Setembro 05 2011

Tem daquelas pedaladas que se denomina de light, ontem aconteceu uma dessas. Apesar de ter um objetivo cascudo, passar pela trilha do Rastro - subindo bastante até o alto da serra que serve de pano de fundo para a cidadezinha de Rio Claro - o grande motivo para deixar a família e sair de bicicleta na bela manhã deste domimgo, 04/08/2011, foi descontrair, jogar conversa fora em volta de uma mesa, fosse em plena rua ou no simpático restaurante de dona Ivete, lá na Fazenda da Grama. Nesta foto, observe a serra lá ao fundo.

E olha que tentação para trocar este refrigério da alma por um pedal tipo IronBike não faltou. Ainda no começo da manhã, quando chegamos ao primeiro bar, em Pouso Seco, encontramos Rogério, Michel, Pedro Eduardo e Gláucio que iam lá pra cima da Serra passar pela pedra do Bispo. Recusamos educamente: tão doidos! Onde vamos encontrar uma cerva gelada naquele sertão? Depois da foto regulamentar eles foram pra direita e eu, MP, Edinho e Leo pegamos o trilho apertado e acidentado que sobe bastante para a pedra do Rastro.

Um visual maravilhoso nos recebe logo ao virar de uma curva. Então descemos hora destrambelhados hora desmontados e com todo cuidado. Num instante estávamos no pé da serra e num piscar de olhos, sem luvas e capacete, tomávamos o sol da manhã e uma loura gelada com tira-gosto. Ô vida boa que Deus dá pra gente se procuramos por isto!

E o assunto que rolou tanto ali quanto no almoço foi a família. O jovem Leo contou como recentemente saiu da casa dos pais para morar sozinho - se bem confessou que ainda dorme lá umas duas noites por semana. Edinho explicou a experiência que fêz em casa para ver se a esposa e os filhos estavam prontos para morar em apartamento, fechou a chava a porta dos fundos e ninguém podia dar uma chegadinha no quintal - não aguentaram três dias. Marcus falou da viagem de recreio com a Lili (a dele), onde vão viver a nona Lua de Mel. E eu falei da minha Lili e dos dias calmos que temos vivido. Mas, veja bem, isto tudo bem longe dos abençoados lares.

No final das contas andamos 90 km, mas ficamos mais tempo prozeando que pedalando. Eta passeio que rendeu! E ainda conseguimos chegar em casa bem cedo, para ficar com a família. Ela é afinal nosso prumo e refúgio. Andamos por serras e matas, mas é em casa que encontramos o repouso do guerreiro.

publicado por joseadal às 23:36
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