bikenauta

Dezembro 22 2010

Estou suando abundantemente. Pinga gotas de suor pelos braços, os punhos estão molhados e é difícil agarrá-los, a camisa e o calção e até as sandálias estão encharcadas. Procuro uma explicação: será a humidade do ar aqui perto do mar? Ou os quatro dias de peixe assado, cerveja e banho de mar? Com certeza não pode ser o primeiro dia de verão, pois apesar do Sol forte ainda são 7 horas da matina. Não está quente e eu me desmancho.

publicado por joseadal às 12:32

Dezembro 22 2010

Já dá pra ver o mar lá longe, ao sul. Encontro o primeiro ser humano naquela subida, D. Maria, da minha idade, que sai do seu sítio tocando um pequeno rebanho bovino para pastar lá nos altos. Vamos conversando por um tempo e ela me mostra uma outra descida que vai para a cachoeira do Tinguí, que era um objetivo para outro dia. Chego a rampa que está bem fechada. Do alto da serra, pelo outro lado, dá pra ver Boa

Esperança lá na via Lagos. Missão cumprida, volto. Desço para o balneário do Tinguí. Sem um pingo d'água fico todo feliz de ver um jato de água fresquinha jorrando de uma bica.

 

publicado por joseadal às 12:24

Dezembro 22 2010

Não consigo aproveitar a descida acidentada. A bike não tem freios confiáveis, nem amortecedor, muito menos meu full que mais uma vez reconhecí, é uma beleza. Passo por cavaleiros e cortadores de banana até chegar ao balneário. Tomo banho na repreza e tomo uma gelada acompanhado de bolinhos de aimpim com carne seca bem sequinhos. Converso com o pessoal e fico sabendo de um outro bom objetivo para conhecer, Tomascar. Lá tem uma outra D. Marisa que faz um franco caipira que dizem ser um manjar dos céus.

publicado por joseadal às 12:20

Dezembro 22 2010

Terminado o descanso desço a serra e toco para Saquarema. Mas como não gosto de voltar pelo mesmo caminho procuro uma estrada de chão que passa pelo meio da lagoa. Explico: há um canal estreito, um lugar em que a lagoa está quase dividida em duas partes e por onde se atravessa para praia por uma ponte. Depois foi seguir pela ciclovia até o Centro. Por falar nisto, Saquarema dá uma exemplo para outras cidades. Tem ciclovias para todo lado. Passo de novo pela igreja de Saquarema agora branquejando ao sol forte das 13 horas. Que bem faz uma boa pedalada!

publicado por joseadal às 12:17
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Dezembro 14 2010

Nunca passei por tantas porteiras num dia só. Ontem, domingo 12/12/2010 saimos com o sultão Márcio. Digo assim, com todo respeito, para descrever este dedicado amante da bike que pacientemente apascenta várias meninas, a esposa entre elas, em belas pedaladas. Acompanhei o belo grupo até que sentindo comichão nos pés desgarrei com João Bosco, Davidson e Gláucio num pedal típico da rapaziada, muita correria, muito morro e chão que não acabava mais. E muitas porteiras.

publicado por joseadal às 00:33
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Dezembro 14 2010

Logo que deixamos o confortável asfalto precisamos pular a primeira delas que estava fechada a cadeado. Era a trilha Subidas do Varjão com largos portões de uma e de duas folhas, fechados com laços de corda. A corda pode estar amarrando as cabeceiras ou só jogado por cima. Os jovens serviam de garotos da porteira abrindo e fechando-as para os dois mais velhos. Algumas ficavam abertas convidando ao ir e vir, mas a maioria nos fazia parar. No fim da trilha pulamos outra que estava encadeada. Pegamos a estrada para Varjão, paramos para tomar um líquido gelado e atravessando a Dutra corremos pela curta Chico Ilhéus até a estrada velha Arrozal-Pirai. Se fosse o grupo das meninas teria seguido reto até Arrozal, mas a rapaziada não. Um caminho, onde as torres apareciam bem perto, convidava a aventura, nenhum de nós já passara por ali. "É um atalho", exclamei. E seguimos. Era meio-dia.

publicado por joseadal às 00:29
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Dezembro 14 2010

Se tivéssemos ido em frente em meia hora estaríamos nos banhando na repreza, mas pelo "atalho" demoramos 2 horas com o Sol rachando por cima e passando por várias porteiras. Umas, simples tronqueira feita de varas e arames, outras de tábuas, mas todas fechando os caminhos.

No treile, na fazenda da Grama, diante de um cheiroso prato de comida comemos desanimados, tão cansado estávamos. Depois, eu e João nos estiramos a sombra junto ao campo de futebol sem ânimo, sem perna, sem nada, quase mortos. Mas a força voltou e corremos para Arrozal. Lá decidimos enfrentar as subidas da Melequinha e suas porteiras, algumas novas e firmes, a última velha e arriada, como nós dois da "melhor idade", rá-rá-rá-rá-rá. Precisou dois para abrir este guerreira que há anos, enfrentando sol e chuva se mantêm em seu posto, fechando caminhos.

Ê mundo sem porteira!

publicado por joseadal às 00:26
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Dezembro 06 2010

Pedalar é um exercício que pede companhia pois enquanto os pés impulsionam o pedais trabalhando músculos que se esticam e se contraem nas pernas, costas, braços, peitoral e abdomen, a língua guardada dentro da boca também sente ganas de falar e falar, contar casos e expor planos e sonhos. Assim, quando pensamos em fazer uma pedalada anunciamos nosso propósito aos quatro ventos e aguardamos ansiosos o aparecimento de outros ciclistas no ponto de encontro.

Neste domingo, 05/12/2010, em um dos últimos passeios do ano, só apsreceu MP, um grande colega. O objetivo do dia era ir a Ipiabas subindo a serra das Minhocas por outro caminho, um trajeto que ninguém do nosso clube conhece, mas que se vê no Google Earth e que motoqueiros afirmam que por ele já passaram. Ainda nem tinhamos saído quando MP anunciou que não desejava ir tão longe, o sol anda muito intenso e o melhor era fazer como a turma do speed, pedalar só por quatro horas. Saímos e logo adiante encontramos o jovem Celmo que nos convidou para um churrasco pelo seu aniversário. Puxa, parecia coisa encomendada pelo MP para enterrar de vez o plano de encontrar o caminho do túnel velho. Prosseguimos, a conversa rolando solta, as rodas girando sobre o asfalto ao frescor da manhã e depois desviando das poças de lama pela estrada de chão. O tempo e o caminho passaram sem nos darmos conta e o dia ainda sem calor nos animou a ultrapassar Dorândia e continuar pelo estreito caminho por onde passava uma linha férrea há muito tempo. Seguia tudo nos conforme quando deparamos com uma porteira fechada com cadeado. Ora, era só pular e continuar pelo caminho que subia devagar, mas senti no amigo MP a vontade de parar por ali. Falar ele não falou, mas qualquer coisa no seu jeito dizia com todas as letras: vamos voltar. Voltamos.

Paramos num bar e comemos salgado acompanhado de uma deliciosa cerveja ao mesmo tempo que falávamos e falávamos. Retornamos pelo asfalto e fomos para casa do Celmo onde encontramos outros colegas e o aniversariante todo sorridente. Aí, foi comer, beber, conversar e rir muito. Eu e MP deixamos a festa e rumamos para nossas casas e nossas respectivas Lili. Foi então, satisfeito com o dia tão bem aproveitado que falei, brincando: não ando mais com MP.

publicado por joseadal às 20:43

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