bikenauta

Fevereiro 11 2012

Já contei como em longas pedaladas, depois de conversar
muito com os colegas de pedal, entrego-me a divagação, quase saio de mim mesmo,

refletindo e meditando. Hoje li um artigo do professor contando como isto acontece com ele também:

“Deslocar-me de bicicleta para os locais das minhas atividades como
docente (aulas ou apresentações) acabou despertando um interesse especial para
o fenômeno de insights, intuições ou iluminações que
surgem do nada à mente silenciada pelo movimento repetitivo das pedaladas que, tal
como um mantra, parece induzir a um particular estado de suspensão físico e
mental”.

Pensava que o raciocínio de um novo assunto era resultado do
silêncio e do contato com a natureza que se tem pedalando, mas o professor
lembrou que o movimento repetitivo de pé-da-le-pé é como um mantra. Julgava que
o mantra tinha a ver só com sons emitidos por nosso corpo, mas ele levanta a
hipótese de que movimentos repetidos também causam este afastamento do racional
levando-nos a usar as informações e experiências do inconsciente e os poderes
do subconsciente. Ele conta uma experiência:“Fazia sol e calor e,
entre as pedaladas fortes em uma das subidas da rodovia Raposo Tavares, veio o
insight de uma só vez, como um raio. Recebi intuitivamente o tom da
apresentação que ia fazer. Mais uma vez as minhas locomoções de bicicletas
resultaram em respostas decisivas que dão um sentido ou uma estrutura
narrativa para as minhas aulas e apresentações. Ao longo do tempo percebi a
recorrência desse fato o que para mim acabou se transformando em um método. O
primeiro passo das minhas aulas e apresentações é assimilar bastantes
informações num aspecto acumulativo; disso resulta um esboço de narrativa
(começo, meio e fim) sempre não muito claro e fugidio; e na atividade física, no
transporte de bicicleta para os locais dos eventos, é que surge a estrutura
decisiva, a partir de insights que amarram, num lampejo intuitivo, todas as
informações que ainda estão fragilmente organizadas”.

Por que não usamos esta potencialidade enquanto pedalamos? Se precisamos resolver um assunto profissional, familiar,
financeiro ou emocional, por que não focar o assunto enquanto praticamos o
ciclismo não competitivo e vivenciamos a alegria de ver a resposta chegar
intuitivamente ou mediúnicamente.

“Há algo nessa união paradoxal entre o esforço
físico ritmado (tal qual um mantra) no transporte de bicicleta e o silenciamento
da mente na atividade, sendo o resultado um repentino salto qualitativo intuitivo”.

publicado por joseadal às 20:35
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