bikenauta

Maio 17 2012

O ciclista mais aglutinador do grupo que rodou por 1.145 km
nas estradas de Minas se chama Pedro Raimundo dos Santos, o Selva, apelido que
ganhou gritando esta palavra durante os trekkings. Pedrão é dono de uma personalidade
multifacetada - ou como na descrição de um personagem muito parecido com ele no livro A Garota do Tambor: "Ele é paradoxal demais, feito de muitas almas e cores".

Ex-halterofilista, homem que aprendeu duramente a cuidar de seu corpo e mantê-lo são, encantou-se com a
bicicleta e em toda prova longa ele está dentro. Ele diz: “Sair pedalando nos
faz sentir livres, sem vidros e sem barreiras, Esquecemos um pouco da cidade,
nos faz respirar ar puro e conhecer lugares que jamais teríamos visto se
estivesse dentro de um  carro.”

Pedala muito, sua força prodigiosa arrasta sempre uma
bagagem com mais roupa do que vai usar. Uma disposição incrível. No segundo dia,
depois de 120 km com muitas subidas, a noite, saiu dando um bordejo por São
João Nepomuceno e depois, na roda de amigos, tomava um caldo de vaca atolada
cheio de disposição. Faz amizades com muita facilidade. “As pessoas chegam
curiosas olhando e admirando como chegamos tão longe. Papo vem e papo vai, se
ganha mais um amigo, e se os amigos de pedal estiverem na mesma sintonia, tudo
fica mais fácil. Então você percebe que, mesmo nos momentos difíceis, eles estão lá para lhe ajudar”.

Esse é o Selva, sempre entre os primeiros a pegar a estrada
de manhã. Um admirador das belezas que desfilavam pelos caminhos das Gerais. Um papo para
cada colega, é aquele que não deixa ninguém de fora. E, como o que se planta se
colhe ele tem sempre muita reciprocidade. Como aconteceu nos mais de 1.000 km
que percorreu, em alguns momentos em que batia saudade, desânimo e muito cansaço.
“Todos tem o seu valor, depois vemos que, após alguns dias, Deus colocou as
pessoas certas para pedalar juntas, nos colocou amigos que se juntaram a nós,
por um ou dois dias, a fim de nos dar força, falo também dos amigos que ficaram
e por mensagens e telefonemas nos davam incentivos”.

(no início do segundo dia, em Porto das Flores, foto de Edinho)

  

Ah, andar pelo mundo é tão bom! Mas voltar pra o aconchego e
a tranquilidade do lar também é maravilhoso. E lá estava a esposa e amiga a lhe
receber com saudade: “Letícia, minha esposa, me mandou uma linda mensagem de
incentivo, que muito me fortaleceu. Pedalar para longe é sentir saudades.
Obrigado a todos os amigos”.

Grande alma a quem Deus tem dado muitas alegrias para compensar
as dolorosas provas que passou é este, nosso amigo Seeeelllvvvaaaa!

publicado por joseadal às 11:49

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