bikenauta

Junho 02 2013

O Rio de Janeiro continua lindo!

São as cores e as formas com que a Natureza moldou o altiplano deixado pela separação da África há milênios. Mas é também o povo que vai para as ruas se exercitar e festejar a boniteza de sua terra. E nós, quatro caipiras de Volta Redonda fomos desfrutar daquelas benesses tipo, ‘vou invadir sua praia’.

Os carros ficaram perto do Santos Dumont e tocamos pela orla. Primeiro serpenteamos pelo formidável Aterro do Flamengo, desde a Glória até a Urca, passando pela enseada de Botafogo tendo ao fundo o Pão de Açúcar. Não dava para correr, a pista fervilhava de famílias, crianças, cachorros, além de centenas de bicicletas alugadas e próprias, skates e patinadores.

   

Depois da Urca atravessamos o túnel e... felicidade!, Copacabana. Fomos pela ciclovia com muito mais cuidado porque além de todo o pessoal mencionado antes havia a turma da praia atravessando a pista a toda hora. (foto gentilmente 'tomada na mão grande' do meu amigo Daniel Lessa)

Com o mar batendo a nossa esquerda avançamos para o Leblon. Lindo as enormes formações de granito dos morros Dois Irmãos, da Pedra da Gávea e do... não sei o nome, indicando para onde devíamos pedalar.

E depois de um trecho estrangulado pelo mar e pela serrania em que os carros e ônibus passam raspando nas bikes descemos para o Arpoador. Mas não fôramos...

- Zé que palavra mais horroza pra você usar.

Isto é uma forma mais-que-perfeita, tá sabendo?

ao Rio pegar uma praia, a gente queria subir as tremendas formações rochosas e entrar na floresta da Tijuca.

Então, pegamos a estrada das Canoas, só subindo. O amigo Daniel Lessa, ciclista neófito, a certa altura teve de perguntar: falta muito?, e a melhor resposta que lhe pudemos dar foi: já estamos na metade do início da subida. Não é uma subida tranquila. Lá no alto dezenas de pessoas se jogavam ao abismo em asas delta e parapentes. Então a estrada antiga e estreita tem um tráfego muito intenso. Os carros de apoio que vão pegar os fardos sobem e descem sem parar. É disputadíssimos. Cada pessoa que quiser pular paga R$300, e o tempo não para. O dia claro não é eterno como a Pedra Bonita.

Ah, esse é o nome do terceiro morro que tinha esquecido, Pedra Bonita. Ficamos no meio da muvuca que é aquilo lá em cima. Os turistas que querem chegar a rampa de carro esperam quase uma hora na fila para subir em primeiríssima e 'de cum força'. Nossas bikes, livres de espera, subiram e desceram sem perder tempo.

E então, depois de uma descidona, estávamos no meio da floresta plantada pelo homem no lugar de cafezais. A regeneração da Natureza nos impressiona. Mas tínhamos pedido o pacote completo e ainda faltava muito pra ver. E sobe que sobe até a pequena descida até a Mesa do Imperador e a Vista Chinesa. Nos caminhos dentro da floresta quase não trafegam carros, mas ciclistas e caminhantes é de montão. Mulheres pedalando, belas cariocas, eram a maioria. (não estou falando mal não, mas essa turma tirou mais fotos do que pedalou)

Michel e Rogério, jovens ciclistas deixavam para trás até praticantes do ciclismo speed, mas nós, o velho e o iniciante, forcejávamos para vencer as subidas. O novo colega, os músculos de pedalar ainda não tão bem trabalhados, começou a ter câimbras. Que vale que era só descida até a entrada da floresta, no Alto da Tijuca. Devoramos uns pastéis e tornamos a andar na interminável subida das Paineiras. O colega abriu o bico com dores nas duas pernas e voltou. Era só descida dali até a praça Sans Peña, na Tijuca. Fui atrás dos dois jovens. Lá em cima o caminho eternamente sombreado está sempre úmido, tendo barrancos cobertos de plantas à esquerda e a vista linda da lagoa Rodrigo de Freitas à direita, lá embixo.

E eis que surge a meta de nosso passeio, e porque não dizer de nossa vida, o Cristo Redentor. A subida do ponto das vans até a estátua não é muito grande, mas as pessoas acostumadas a vida sedentária de ficar na frente da TV preferiam ficar uma hora numa fila interminável esperando uma vaga na van a subir andando. Quando, forcejando nos pedais, subia com a vontade de finalizar a missão e passava por crianças subindo com os pais gritava: muito bem menino! Os dois colegas jovens já estavam lá e vigiaram minha bike enquanto subia para ver o Cristo de perto.

Foi como um prévia para o fim da trilha maior que estou seguindo, a da vida e de ver o Cristo pessoalmente, quem sabe de pertinho. 

publicado por joseadal às 14:26

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