bikenauta

Setembro 01 2013

Sempre acontece, por inúmeras vezes nos defrontamos com uma bifurcação.

Dizem até, que quando seguimos por um dos caminhos, numa outra dimensão do tempo, um nosso duplo tomou o outro rumo e está experimentando outras ações e recebendo o retorno delas. Outra maneira de ver as coisas é, frente aos dois caminhos, escolhermos um e torcermos para termos a chance de ainda passar pelo que desistimos. Ou então esquecermos dele definitivamente, dizendo: é, não tinha de ser.

Em um pedal passamos por uma estrada em busca de um lugar ou de um ponto máximo de onde voltamos. Neste afã vemos pequenos caminhos partirem para o desconhecido. Assim acontecia nesse ponto da estrada Barra Mansa – Amparo. Víamos o desvio se perder entre os morros e nunca entrávamos por ele. Num mundo com tantas criaturas alguns entraram por ali e contavam da trilha que batizaram de Manilhão. De real, existe numa descida de trilho fundo uma manilhas esparsas, talvez do que fosse um conduto para águas pluviais.

Como se disse no princípio deste relato: há sempre novas bifurcações. E quando passamos pelo Manilhão a semana passada nos defrontamos com essa outra. Tomamos, então, o rumo à esquerda. Neste sábado enveredei pelo da direita. Depois de um curto trilho de lá-vai-um

saí numa estradinha de fazenda com vários trechos de costelinha. Não sei como são feitos, desconfio que seja com as pisadas – sempre nos meus lugares – das patas do gado.

Um caminho novo, um que é um ramo de estradas bem batidas, aumenta nossa sensação de liberdade e testa nossa mente naquele fenômeno tão estranho, o deja vú.   

publicado por joseadal às 02:18

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