bikenauta

Novembro 03 2013

Faço minhas, com todo respeito, as palavras do mestre Paulinho da Viola: “Vista assim do alto mais parece um céu no chão”.

Cara, é tudo lindo! Não dá vontade de descer, a gente quer ficar mais um dia e mais outro.

(na foto o professor Paulo Renato refrescando os pés e a alma, foto dele mesmo).

Não saberia dizer melhor que mestre Paulinho: “E a beleza do lugar, pra se entender tem que se achar. Que a vida não é só isso que se vê, é um pouco mais. Que os olhos não conseguem perceber e as mãos não ousam tocar e os pés recusam pisar. Sei lá não sei...”. Pergunte a André e Renata, inquira a Paulo Renato e Eder, e Alvinho: É assim mesmo, como o Zé tá dizendo? Eles repetirão a frase do compositor: nem cabe explicação.

(Renata num trilho todo feito de quartzita que veio do fundo do oceano, quando este sertão era mar, foto do amigo André Martins)

Mas pra se ver, tocar e pisar toda essa beleza tivemos que subir os três degraus da serra do Funil. E foi espetacular!

Todo o corpo cooperava para fazer a subida. As mãos e os braços faziam alavanca no guidão enquanto os pés e as pernas forcejavam nos pedais. Os pulmões resfolegavam a cada giro das rodas. Rio Preto foi ficando para trás e cada vez mais lá embaixo. (Álvaro na foto)

Rodeando os morros que fazem a saia rodada da serra fomos ficando cada vez mais alto. Passamos a arraialzinho de Santo Antônio e o caminho para a pousada Mato Limpo.

Mais acima passamos pela entrada para a represa e para Três Cruzes e adiante a entrada para o balneário do Coelho com suas quatro cachoeiras.

Mais além a pousada Mirante Santo Antônio e finalmente o lugarejo do Funil. Lá no alto, bem perto das nuvens e onde Deus Pai descansa seus divinos pés: “mais parece um céu no chão”. Quem se lembrava de cansaço por ter subido 15 km chegando a mais de 1000 m de altitude só com a própria força do corpo?! Foi subir ali, descer acolá. A escadaria para a gruta santa ninguém sentiu subir.

E nos fartamos de ver água de todas as cores e comer um delicioso tiragosto.

(Eder e Zé em foto do André)

Tenho de lembrar o mestre novamente: “Não sei se toda beleza de que lhes falo sai tão somente do meu coração”.

publicado por joseadal às 12:45

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