bikenauta

Dezembro 10 2013

Como é a vida de um monge? Como é passear um dia inteiro em adoração e louvor ao Criador de todas as coisas, aquele que do “nada”, de tremendas energias, fez surgir matéria, partículas formando átomos. De início o mais simples, o Hidrogênio, depois mais de cem espécies de átomos que se misturaram formando miríades de substâncias de nosso Universo. Como é devotar um dia inteiro em contemplar este Poderoso Ser? Foi o que vivi neste sábado, 07/12/2013.


A bicicleta é um transporte bem humano. Ela alavanca por doze vezes a força e a velocidade da gente. Enquanto um automóvel, uma máquina, faz as coisas com a potência de uma grande manada de cavalos a magrela precisa da força do ciclista. Assim, a bike, no seu ritmo quase humano nos permite passar de um ambiente a outro com boa adaptação: das ruas cheias de carro da cidade para um caminho da roça, ou da planura de uma planície ao aclive forte de uma montanha. Mas neste sábado, a minha me levou do mundo de matéria para o do espírito em longas três horas e meia.


Ainda estava escuro, eram 5:30 h, e nas ruas o movimento era pouco. Escolhi pedalar pela BR-393 ao invés da estrada de chão, o tempo era importante, precisava chegar a Mendes antes das 9 hs. Logo uma barra azul muito viva apareceu no Sudeste.


Antes da subida para o Belvedere de Barra do Pirai entrei à direita e fui sair dento da cidade. Atravessei o rio Paraíba do Sul e pedalei beirando a linha do trem entrando na estrada de chão. Adiante, tornei a entrar à direita e subi forte para Mendes. Cheguei ao Foyer de Charité na hora certa.


No meio de uma mata, num lugar de muito bom clima, foi implantado há 40 anos este retiro para almas. Instituição católica que existe em vários países, oferece aos leigos a oportunidade de viver dias com a mesma organização de um monastério e uma imitação do cotidiano dos monges. Esse ambiente foi criado por uma devota francesa chamada Marthe Robin que passou trinta anos de sua vida numa cama, passando todas as semanas pela experiência dolorosa da Paixão de Jesus.


Depois de um café reforçado fomos para o auditório ouvir uma palestra sobre o Sacramento do Batismo e ser estimulado a renovar os votos que nossos pais fizeram por nós. "Todo cristão, ao receber o sacramento do batismo, renuncia a Satanás, às suas pompas, às suas obras e assume Jesus Cristo como Senhor de sua vida".


 Então, entramos numa situação de absoluto silêncio, chamada Deserto. Por belos caminhos em meio a mata ruminávamos o que aprendemos e cismávamos com nossa relação com Deus.


Segue o almoço gostoso e leve feito por mulheres que devotaram sua vida a Jesus no ministério de servir as necessidades dos que estão em retiro.


E continuamos em silêncio, ou lendo ou escrevendo nossa Consagração.


De volta ao auditório ouvimos o padre Bernard expor a importância da veneração a Virgem Maria. Para vencer as fraquezas de nosso caráter não basta a relação masculina entre Pai e filhos, é necessária a atuação pacificadora de uma Mãe. Dali saímos para a Confissão ao Padre, esperando pacientemente em meditação na pequena igreja. Um a um os crentes saíam para se confessar. Voltamos a igreja para rezar o terço e fechamos o dia com a missa e a Comunhão.


Há tantos modos de se louvar a Deus e a Jesus, mas participar do Foyer de Charité foi uma experiência única a qual minha bike me levou.      

publicado por joseadal às 10:20

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