bikenauta

Abril 13 2014

Não se deixe esquecer, o tempo não para e forças titânicas estão sempre a mudar tudo.

(o amigo Epifânio segue pedalando entre morros formados de quartzito, mineral que os geólogos dizem ser formado no fundo do mar) 

Ontem, 12/04/2014, dez amigos de Volta Redonda juntaram-se à quatro de Valença e sobre suas bicicletas saíram de Rio Preto em demanda da Cachoeira do Arco-Íris.

Entre Lima Duarte e Santa Bárbara do Monte Verde a região enche os olhos de belezas. Subindo sempre a paisagem tem como pano de fundo a serra do Funil. A estrada que os homens construíram corta as encostas dos morros e vai nos levando para o alto vendo vales sombreados e pintados de quaresmeiras e ipês amarelos de vários tons de cores.

Os músculos vão se acostumando ao esforço incessante de avançar por nossas próprias forças, sem ajuda dos motores que transformaram tanto o ser humano. Santa Bárbara é uma cidade interiorana onde o casario se espalha entre colinas. Depois de um lanche entramos pela estrada de chão.

Para cima e para o alto. Não havia outro caminho a pedalar senão indo para a serrania. Uma serra é um grande acumulador de águas, especialmente se suas matas são preservadas, e ali os riachos vinham correndo de todos os grotões.

Enfim, a última parada antes da cachoeira. São Sebastião do Monte Verde é só um arraial, mas tem sua bela igreja erguida numa elevação. Paramos num barzinho desprovido de tudo, mas bem abastecido de água mineral e cerveja.

Descansamos um pouco enquanto o cavaleiro Zé trotava num belo cavalo.

Etapa final, o arremesso a cachoeira. Aqui um parêntesis: já vimos muitas cachoeiras pedalando por aí. Algumas imponentes parecendo vir lá do céu, como a de Carlos Euler. Outras gostosas de tomar banho, como a do Robertão, em Amparo. Ainda outras de tombos variados como a de Sete Quedas, em Bananal. Algumas belas e escondidas, como a de Santo Isidro, em São José do Barreiro. Assim, a visita a uma cachoeira quase sempre se revela um desapontamento: é só uma queda d’água sem graça. Mas a do Arco-Íris, já de longe anunciava novidades e belezas.

Mas quando saímos de dentro da mata na bacia agitada, demo-nos conta que estávamos diante de uma obra de Deus sem igual. A longa queda provoca um vento cheio de gotículas d’água que umedece tudo.

Os ciclistas ficaram pequeninos diante do jorro que saía de entre as pedras lá no alto. Mas quando se entrava debaixo da cachoeira o impacto era multisentidos. O frio e o choque de gotas que martelam a pele, fazem brotar sorrisos que viram risadas e se transformam em gargalhadas. É uma alegria só a cachoeira do Arco-Íris, uuuiiii.   

publicado por joseadal às 15:25

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