bikenauta

Maio 08 2013

A bike, em sua forma esguia de metal, não é um fim em si mesmo. Não devia ser o objeto de desejo de alguém. Não há sentido em dizer: Comprei uma bike muito linda. Esta frase é transitiva, necessariamente pede um complemento. Por exemplo: Comprei uma bike muito linda para fazer exercício e emagrecer, ou para andar mais perto da natureza, ou ainda, para acompanhar meus amigos. A bike em si mesma é um portal mágico. Pergunte a João Bosco o que a bike lhe proporcionou, mas tenha tempo para escutar, são muitas aventuras.

(ele tem uma memória formidável, mas acredito que vai demorar um pouco para lembrar onde foi este lugar que a bike dele o levou)

Qualquer pedal me diverte, isto é verdade, mas no meu caso gosto de usar minha bike como uma chave mágica para me abrir novos caminhos, para ver outras paisagens. Gosto de transformá-la num Pégaso e vê-la me levar para as altas serras, suas engrenagens alavancando minhas poucas forças, e subindo até o céu. Não me passa pela cabeça desafiar a Deus Supremo, chegar até onde ele está como um intrometido e não por ter sido convidado e levado onde Ele está. Não, mas para me sentir mais filho dEle, vendo o mundo um pouco ao jeito do Pai, com distanciamento e amor por este mundo tão belo. (esta foto é meramente ilustrativa e não corresponde a realidade que vai ser bem mais legal e difícil)

 

Por isso vou ao local onde, por entre árvores antigas, nasce o rio Paraíba do Sul. Quero vê-lo ainda límpido, jovem, brincando de correr sobre as pedras antes de ser maculado por nós humanos com nossos dejetos e o refugo de nossas ambições desmedidas de ganhar dinheiro. Minha bike vai me levar lá nesse lugar mágico. Convido-o a me acompanhar.

publicado por joseadal às 13:36

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